quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
PREMIÈRE BRASIL 2011
PREMIÈRE BRASIL - A VIDA CONTINUA - 1a.Parte
E depois dos barrancos deslizantes, luz, camera, ação
------------------------------------------------------
E antes de entrar no assunto, para não dizer que vivo apenas de trabalho, apresento-lhes a minha filha Daniela que eu não via há quatro meses, pois mudou-se para Belém e lá está trabalhando numa rede de magazines e coincidentemente estava também em São Paulo, numa Feira de Eletro-domesticos no Anhembí. Òbvio que após o termino da minha Feira no Transamerica Expo-Center em Santo Amaro, fui visita-la no Hotel Ibis da Avenida Paulista e aqui estamos nós num jantar de confraternização e de saudades.
*******************************************************************************************************************************************
Passagens aéreas marcadas nos voos 1947/1872 da GOL - Goiânia, Guarulhos, Belém nos dia 18 a 21 de fevereiro proximo. Revisitar Belém e conhecer o local onde reside a minha filha. Aproveitando o ensejo no domingo, claro, alugo um carro e vou pra Salinas.
********************************************************************************************************************************************
Aconteceu em São Paulo nos dias 19 e 20 de janeiro, um dos maiores eventos de moda, onde uma centena de expositores (Tecelagens) mostraram sua linha atual de produtos e lançamentos de cores e estampas sobre tecidos diversos, oferecendo e disponibilizando a materia prima aos mais audaciosos e criativos profissionais que desenvolvem os produtos e estilos dos mais variados e que estarão em breve nas vitrines dos principais lojistas e magazines de moda de todo o País.
Pessoalmente, estive lá, como sempre faço, dando a minha pequena colaboração e participando ativa naquilo que sei fazer. - Vender.
Meu trabalho no ramo têxtil sempre foi e ainda é. movido pela paixão. Desde que entrei numa fábrica de tecidos pela primeira vez, fui levado pelo encantamento do mágico mundo da moda e a minha caracteristica sempre foi meu lema: "nunca estar satisfeito".
As transformações ocorridas no mercado desde 1968 são incríveis e essa metamorfose é digna de registro considerando o avanço da indústria de cama, mesa e banho, para depois atingirmos o auge com a indústria do vestuário que enterrou quase que definitivamente a venda de tecidos a metro.
Exemplo - em Ponte Nova, para citar algumas dos mais conhecidos estabelecimentos, a Casa Glória, Casas Sampaio, Casa Patriota (do Chico Quirino e gerenciada pelo meu saudoso Tio Marcos) e mais tarde as Casas Brasiltex, Casa Helena que vendiam centenas de metros de tecidos para costureiras tradicionais cumprirem o seu papel de estilistas regionais e que tomavam como base algumas revistas famosas de moda, reproduzindo roupas de artistas e personalidades da época, sucubiram diante da praticidade da roupa pronta, com valores agregados diversos, conjugando metais, etiquetas, bijouterias, além do alto custo embutido dos chamados profissionais de moda que em muitos casos, premeditamente tornam lento o processo de fabricação de roupas, etc.
Enfim aos poucos esses estabelecimentos fecharam suas portas ou se adequaram às novas condições do mercado. Em Ponte Nova nossa terrinha, como em todo Brasil e no mundo inteiro, temos alguns exemplos de comerciantes que continuam e adotaram outros nomes fantasia e em termos de mercado nacional, temos o exemplo das Casas Pernambucanas que aos poucos foram se transformando em loja de eletro-domesticos e Cama, mesa e banho e vestuário. Sobreviveram porque mudaram.
Quase nada mudou no entanto no fascinante mundo da criatividade, exceto o fato de que essa "indústria de moda" ficou mais reluzente e foi "assaltada" por profissionais que sabem se auto-promover com uma retórica de fazer inveja a politicos de carreira ou especialistas em "marketing".
Evidente que o trabalho deles (ou delas, em minoria, ao contrário do que ocorria com as antigas costureiras) é moroso, pois requer a confecção de várias peças em tecidos e cores diversas, de vários fornecedores que serão transformados em modelos diversos e vestidos por lindas moças que desfilam e sob olhares severos de compradores.
Essa primeira fase é um trabalho paciente, insistente, um quase namoro entre Tecelagens, Representantes, Gerentes de vendas e Estilistas para juntos elaborarem e construirem a moda do futuro quase imediato. Após isto, a pilotagem da industria que aprovou os chamados "modelitos" e quase que nem um parto, o resultado das vendas surgirão entre 6 a 9 meses depois do exaustivo trabalho de vendas com catalogos carissimos, folders, publicidade em TV e o merchandising de algumas griffes nacionais que pagam algos caches para vestir artistas de novela da Globo, por exemplo que é o caso da Frittz aqui de Goiânia que investe pesado. Vale a pena refletirmos sobre isso, pois é preciso que a industria do vestuário, tenha saiba apostar naquilo que compra e reduza esse tempo perdido e demasiadamente longo para aquisição do tecido. As fábricas (tecelagens) investem milhões em máquinas modernas e pesquisam novidades lá foram e apostam naquilo que fabricam e vendem. Pequenas margens de erro, são desovadas e pronto, ponto final.
Exagero? Nenhum. Portanto muito diferente do antigamente, onde você sabe que tem uma festa para daqui a 15 dias, compra um tecido, vai a sua costureira e pronto: Escolhe o modelo que quer, ela faz a sua roupa que não vai ser igual a de ninguém. Óbvio que a sua calça Jeans não vai mostrar os efeitos espetaculares dos artistas das lavanderias que vão surrar o Jeans exaustivamente dando-lhe o aspecto envelhecido e inegavelmente mais bonito, mesmo porque está cada vez mais dificil você comprar em uma loja de varejo dois ou tres metros de um tecido de boa qualidade para uma roupa sob medida. E assim o mundo da moda está cada vez mais dominado pelo comodismo das roupas prontas tanto na malharia como no tecido plano. As numerações são irregulares de etiqueta pra etiqueta. Os modelos que servem de base são geralmente doentes (anoxéricos) e o mundo da moda continua na base do me engana que eu gosto.
E vale a pena lembrar mais uma vez: O algodão subiu o ano passado 150% e nos primeiros dias do ano, 03, 10 e 18 de janeiro, voltou a mostrar as garras e as tabelas de preços de tecidos com certeza continuarão sofrendo acrescimos consideráveis e diante dos ultimos acontecimentos não se sabe quando isso vai cessar.
Mais considerações e noticiais, no proximo texto.
Vejam abaixo algumas fotos interessantes do evento (um entre tantos outros que enche os bolsos da nova indústria que organiza eventos e feiras por esse Brasil afora, um dos negócios mais rentáveis atualmente e que mexe com a vaidade humana. Ou seja, o melhor negócio do mundo da moda é "aparecer" ou em palavras mais amenas - "ACONTECER".
Stand da TEAR TEXTIL, onde fui fotografado em companhia dos Srs. Eldo e Fabricio, socios proprietários e diretores da LIDERANÇA TECIDOS de Goiânia, um dos cinco atacadistas de tecidos mais fortes da praça. 50.000 mil metros de Jeans fechado num negócio bom para as tres partes, Tear, Representante e Cliente, sem complicações e sem burocracia.
Acima, alguns amigos meus de muitos anos: À esquerda de que olha a foto, o Rogério Friança ex-diretor da Cia.Manufatora de Cataguases e atualmente na mesma função em Juiz de Fora na SJE. Ao meu lado no meio, O amigo Junior estilista de moda ex-Indl.Cataguases, atualmente trabalhando na Fiação e tecelagem Alpina e à direita, camisa escura o sorridente amigo Carlos Cotta de Belo Horizonte representante da Tsuzuki, João Lombardi (SJoão Del Rei) e também da Tecelagem Alpina fabricante de tecidos para camisaria nobre.
Nas extremidades dessa foto, aparecem mais dois jovens trabalhadores e talentosos. Formaram há 4 anos a TRIUNFO TECIDOS, em Goiânia e engrossam a extensa rede de distribuidores que abastecem os pequenos confeccionistas. Mais 30.000 metros fechados na feira, entre outros negócios. São Eles Edson Teofilo e Bruno. No meio o Sr. Jurandy Fonseca Diretor de vendas da TEAR ao meu lado.
Veja demais fotos da Feira Première no site da TEXTILE INDUSTRY
Apresento a vocês meus amigos e leitores, o Sr. Erivaldo Cavalcante, idealizador e responsável pelo site TEXTILE INDUSTRY, onde posto alguns textos também. Lá somos aproximadamente 4.000 associados e todos ligados ao ramo textil. Trata-se da maior rede social da America Latina, provocando ciumes até na ABIT, a poderosa Associação Brasileira de Técnicos Texteis que chegou a cogitar juridicamente a retirada do Site de circulação. O Sr. Erivaldo é um grande amigo de muitos anos e foi o diretor industrial da Tear Textil em Contagem e responsável por várias inovações tecnológicas para obtenção na tecelagem e fiação de uma melhor produtividade e produção, sempre buscando o que há de mais moderno para a indústria textil. Outro grande apaixonado pelo trabalho que realiza e portanto, como eu, um idealista.
Visitem a página do Textile Industry, clicando no link que consta ao lado desse texto.
Autor: Luiz Bento
E depois dos barrancos deslizantes, luz, camera, ação
------------------------------------------------------
E antes de entrar no assunto, para não dizer que vivo apenas de trabalho, apresento-lhes a minha filha Daniela que eu não via há quatro meses, pois mudou-se para Belém e lá está trabalhando numa rede de magazines e coincidentemente estava também em São Paulo, numa Feira de Eletro-domesticos no Anhembí. Òbvio que após o termino da minha Feira no Transamerica Expo-Center em Santo Amaro, fui visita-la no Hotel Ibis da Avenida Paulista e aqui estamos nós num jantar de confraternização e de saudades.
*******************************************************************************************************************************************
Passagens aéreas marcadas nos voos 1947/1872 da GOL - Goiânia, Guarulhos, Belém nos dia 18 a 21 de fevereiro proximo. Revisitar Belém e conhecer o local onde reside a minha filha. Aproveitando o ensejo no domingo, claro, alugo um carro e vou pra Salinas.
********************************************************************************************************************************************
Aconteceu em São Paulo nos dias 19 e 20 de janeiro, um dos maiores eventos de moda, onde uma centena de expositores (Tecelagens) mostraram sua linha atual de produtos e lançamentos de cores e estampas sobre tecidos diversos, oferecendo e disponibilizando a materia prima aos mais audaciosos e criativos profissionais que desenvolvem os produtos e estilos dos mais variados e que estarão em breve nas vitrines dos principais lojistas e magazines de moda de todo o País.
Pessoalmente, estive lá, como sempre faço, dando a minha pequena colaboração e participando ativa naquilo que sei fazer. - Vender.
Meu trabalho no ramo têxtil sempre foi e ainda é. movido pela paixão. Desde que entrei numa fábrica de tecidos pela primeira vez, fui levado pelo encantamento do mágico mundo da moda e a minha caracteristica sempre foi meu lema: "nunca estar satisfeito".
As transformações ocorridas no mercado desde 1968 são incríveis e essa metamorfose é digna de registro considerando o avanço da indústria de cama, mesa e banho, para depois atingirmos o auge com a indústria do vestuário que enterrou quase que definitivamente a venda de tecidos a metro.
Exemplo - em Ponte Nova, para citar algumas dos mais conhecidos estabelecimentos, a Casa Glória, Casas Sampaio, Casa Patriota (do Chico Quirino e gerenciada pelo meu saudoso Tio Marcos) e mais tarde as Casas Brasiltex, Casa Helena que vendiam centenas de metros de tecidos para costureiras tradicionais cumprirem o seu papel de estilistas regionais e que tomavam como base algumas revistas famosas de moda, reproduzindo roupas de artistas e personalidades da época, sucubiram diante da praticidade da roupa pronta, com valores agregados diversos, conjugando metais, etiquetas, bijouterias, além do alto custo embutido dos chamados profissionais de moda que em muitos casos, premeditamente tornam lento o processo de fabricação de roupas, etc.
Enfim aos poucos esses estabelecimentos fecharam suas portas ou se adequaram às novas condições do mercado. Em Ponte Nova nossa terrinha, como em todo Brasil e no mundo inteiro, temos alguns exemplos de comerciantes que continuam e adotaram outros nomes fantasia e em termos de mercado nacional, temos o exemplo das Casas Pernambucanas que aos poucos foram se transformando em loja de eletro-domesticos e Cama, mesa e banho e vestuário. Sobreviveram porque mudaram.
Quase nada mudou no entanto no fascinante mundo da criatividade, exceto o fato de que essa "indústria de moda" ficou mais reluzente e foi "assaltada" por profissionais que sabem se auto-promover com uma retórica de fazer inveja a politicos de carreira ou especialistas em "marketing".
Evidente que o trabalho deles (ou delas, em minoria, ao contrário do que ocorria com as antigas costureiras) é moroso, pois requer a confecção de várias peças em tecidos e cores diversas, de vários fornecedores que serão transformados em modelos diversos e vestidos por lindas moças que desfilam e sob olhares severos de compradores.
Essa primeira fase é um trabalho paciente, insistente, um quase namoro entre Tecelagens, Representantes, Gerentes de vendas e Estilistas para juntos elaborarem e construirem a moda do futuro quase imediato. Após isto, a pilotagem da industria que aprovou os chamados "modelitos" e quase que nem um parto, o resultado das vendas surgirão entre 6 a 9 meses depois do exaustivo trabalho de vendas com catalogos carissimos, folders, publicidade em TV e o merchandising de algumas griffes nacionais que pagam algos caches para vestir artistas de novela da Globo, por exemplo que é o caso da Frittz aqui de Goiânia que investe pesado. Vale a pena refletirmos sobre isso, pois é preciso que a industria do vestuário, tenha saiba apostar naquilo que compra e reduza esse tempo perdido e demasiadamente longo para aquisição do tecido. As fábricas (tecelagens) investem milhões em máquinas modernas e pesquisam novidades lá foram e apostam naquilo que fabricam e vendem. Pequenas margens de erro, são desovadas e pronto, ponto final.
Exagero? Nenhum. Portanto muito diferente do antigamente, onde você sabe que tem uma festa para daqui a 15 dias, compra um tecido, vai a sua costureira e pronto: Escolhe o modelo que quer, ela faz a sua roupa que não vai ser igual a de ninguém. Óbvio que a sua calça Jeans não vai mostrar os efeitos espetaculares dos artistas das lavanderias que vão surrar o Jeans exaustivamente dando-lhe o aspecto envelhecido e inegavelmente mais bonito, mesmo porque está cada vez mais dificil você comprar em uma loja de varejo dois ou tres metros de um tecido de boa qualidade para uma roupa sob medida. E assim o mundo da moda está cada vez mais dominado pelo comodismo das roupas prontas tanto na malharia como no tecido plano. As numerações são irregulares de etiqueta pra etiqueta. Os modelos que servem de base são geralmente doentes (anoxéricos) e o mundo da moda continua na base do me engana que eu gosto.
E vale a pena lembrar mais uma vez: O algodão subiu o ano passado 150% e nos primeiros dias do ano, 03, 10 e 18 de janeiro, voltou a mostrar as garras e as tabelas de preços de tecidos com certeza continuarão sofrendo acrescimos consideráveis e diante dos ultimos acontecimentos não se sabe quando isso vai cessar.
Mais considerações e noticiais, no proximo texto.
Vejam abaixo algumas fotos interessantes do evento (um entre tantos outros que enche os bolsos da nova indústria que organiza eventos e feiras por esse Brasil afora, um dos negócios mais rentáveis atualmente e que mexe com a vaidade humana. Ou seja, o melhor negócio do mundo da moda é "aparecer" ou em palavras mais amenas - "ACONTECER".
Stand da TEAR TEXTIL, onde fui fotografado em companhia dos Srs. Eldo e Fabricio, socios proprietários e diretores da LIDERANÇA TECIDOS de Goiânia, um dos cinco atacadistas de tecidos mais fortes da praça. 50.000 mil metros de Jeans fechado num negócio bom para as tres partes, Tear, Representante e Cliente, sem complicações e sem burocracia.
Acima, alguns amigos meus de muitos anos: À esquerda de que olha a foto, o Rogério Friança ex-diretor da Cia.Manufatora de Cataguases e atualmente na mesma função em Juiz de Fora na SJE. Ao meu lado no meio, O amigo Junior estilista de moda ex-Indl.Cataguases, atualmente trabalhando na Fiação e tecelagem Alpina e à direita, camisa escura o sorridente amigo Carlos Cotta de Belo Horizonte representante da Tsuzuki, João Lombardi (SJoão Del Rei) e também da Tecelagem Alpina fabricante de tecidos para camisaria nobre.
Nas extremidades dessa foto, aparecem mais dois jovens trabalhadores e talentosos. Formaram há 4 anos a TRIUNFO TECIDOS, em Goiânia e engrossam a extensa rede de distribuidores que abastecem os pequenos confeccionistas. Mais 30.000 metros fechados na feira, entre outros negócios. São Eles Edson Teofilo e Bruno. No meio o Sr. Jurandy Fonseca Diretor de vendas da TEAR ao meu lado.
Veja demais fotos da Feira Première no site da TEXTILE INDUSTRY
Apresento a vocês meus amigos e leitores, o Sr. Erivaldo Cavalcante, idealizador e responsável pelo site TEXTILE INDUSTRY, onde posto alguns textos também. Lá somos aproximadamente 4.000 associados e todos ligados ao ramo textil. Trata-se da maior rede social da America Latina, provocando ciumes até na ABIT, a poderosa Associação Brasileira de Técnicos Texteis que chegou a cogitar juridicamente a retirada do Site de circulação. O Sr. Erivaldo é um grande amigo de muitos anos e foi o diretor industrial da Tear Textil em Contagem e responsável por várias inovações tecnológicas para obtenção na tecelagem e fiação de uma melhor produtividade e produção, sempre buscando o que há de mais moderno para a indústria textil. Outro grande apaixonado pelo trabalho que realiza e portanto, como eu, um idealista.
Visitem a página do Textile Industry, clicando no link que consta ao lado desse texto.
Autor: Luiz Bento
Assinar:
Postagens (Atom)
