Quer fazer bermudas infantis ou até mesmo camisas masculinas com algodão crú? Então entrou no lugar certo. Compre direto de Fábrica no melhor preço de mercado. Veja a foto com um tecido da DINAMICA - Cru, 1,60 largura. Faça o teste com um corte caso não conheça o produto e poderá testar o resultado no tingimento na lavanderia.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 17 de maio de 2012
MONTAGEM DE QUADROS COM RETALHOS DE TECIDOS
Esse patch work, eu fiz nos bons tempos que os brins xadrezes e geométricos para bermudas mandavam no mercado. Vendiamos 100 mil metros mes para TEAR e Lombardi e essa farra durou 3 anos, quando atingimos no auge 3.400 pedidos num periodo de 12 meses, nosso record. A venda pesada era para clientes de Jaraguá, Go e infelizmente após esse periodo aureo, muitos foram os prejuizos. Naquele tempo se vendia muito bem, o kanvas e a produção era da Peixoto Gonçalves e da Lombardi, hoje ambas proibidas de fabricar tal produto por causa das leis do meio ambiente.
BNDEs - GOIÂNIA - TEAR E TEXTIL CARV. FILHOS
Prezados Amigos e clientes.
Temos a satisfação de comunicar-lhes que a partir do mes de maio 2012, a Textil Carvalho & Filhos de Santa Barbara D´Oeste, nossa representada em Goiania da linha camisaria fios tintos, aderiu também ao sistema de faturamento pelo BNDEs. Ao fazer o pedido com o vendedor que lhe atende, devem os amigos informar a Bandeira, o Banco que forneceu o cartão, o vencimento do cartão, o nr. do cartão, e a quantidade de parcelas que desejam seja fraccionado o financiamento.
Temos a satisfação de comunicar-lhes que a partir do mes de maio 2012, a Textil Carvalho & Filhos de Santa Barbara D´Oeste, nossa representada em Goiania da linha camisaria fios tintos, aderiu também ao sistema de faturamento pelo BNDEs. Ao fazer o pedido com o vendedor que lhe atende, devem os amigos informar a Bandeira, o Banco que forneceu o cartão, o vencimento do cartão, o nr. do cartão, e a quantidade de parcelas que desejam seja fraccionado o financiamento.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Patch work - homenagem ao cliente Equilibrio Textil Goiania
Esse quadro foi montado por mim, com retalhos de cartelas fora de produção de alguns desenhos infantis em artigos diversos de minha representada TEAR TEXTIL, prestigiando e agradecendo de uma maneira singela e sincera a regularidade nas compras dessa empresa na pessoa de suas proprietárias Alessandra e Monica
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Foto Fiação e Tecelagem João Lombardi - SJDel Rey - MG
Essa é a foto da Fabrica de Tecidos Fiação e Tecelagem João Lombardi em São João Del Rey em Minas Gerais, praticamente inativa por causa de leis severas do meio ambiente que impede escoamento de detritos quimicos para dentro dos rios, além de outros quesitos como poluição sonora no centro da cidade, além de outros incomodos que dizem os defensores do meio ambiente, prejudicam o conforto dos cidadãos no centro da cidade. A quantidade de empregos que essa emrpesa gerava tem sido irrelevante para compensar tais incomodos e desse jeito, podemos visualizar esse triste quadro.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Representante textil em Goiânia
Precisando de uma empresa eficiente, com equipe de vendas trabalhando segmentos especificos, com critério na concessão de credito e conhecendo todos os clientes de maior potencial?
Estamos ao seu dispor, para comercializar tecidos planos e malharia, para distribuidores, industrias de confecções em geral.
Nossa linha de produtos atual em tecidos planos é:
Algodão cru - 100% de todos os tipos e larguras, leves e pesados, em telas e sarjas, de 1,50 até 3,20
Algodão misto com poliester, destinado a forro de bolso.
Tricolines 100% algodão em fios 30 e 40, PTs, tintos, estampados florais, bolados, listrados, xadrezes, juninos, surf wear,
Tricoline com elastano liso e estampado
Sarjas pesadas em xadrezes para bermudas masculinas
Sarjas pesadas lisas para finalidades diverrsas, bermudas infantis, feminino, adulto, com 1,60 larg.
Sarjas com elastano lisa e estampada (não acetinadas).
Fustão cotelê, liso e estampados
Anarruga estampado em florais infantis e feminino adulto
Tecido pra fraldas, duplo em branco, cores e estampas.
Panamá PT, tinto e estampas xadrezes para bermudas cargo masculina.
Indigos para calças jeans ringado 10Oz, 100% algodão e mixto com poliester e elastno, todos com larguras ineditas de respectivamente 1,75 (100%) e 1,70 (mixto com elastano).
Indigos com 6Oz, sarja tradicional e estampado pra roupas infanto-juvenis e camisaria masculina
Indigo Cross 100% algodão, com 9 Oz, 1,75 larg.
Indigo Cross 11,5 Oz pesado para calças masculinas e bermudas com 1,75 larg.
Indigo tradicional com 11 Oz para uniformes e calças masculinas em geral.
Todos os nossos indigos são legitimos e podem sofrer qualqur tipo de lavagem. Nossos vendedores e atendentes estão de posse de "pernocas" fornecidsas pelo Fabricante, no caso a TEAR Textil que exibe belissimos efeitos de diversos tipos de acabamento nas melhores lavanderias do Brasil.
Contate-nos pelos Telefones 62-3247-3206
Ou celular 62-8463-3665
ou celular 62-8134-7285
Sds
Luiz Bento
Estamos ao seu dispor, para comercializar tecidos planos e malharia, para distribuidores, industrias de confecções em geral.
Nossa linha de produtos atual em tecidos planos é:
Algodão cru - 100% de todos os tipos e larguras, leves e pesados, em telas e sarjas, de 1,50 até 3,20
Algodão misto com poliester, destinado a forro de bolso.
Tricolines 100% algodão em fios 30 e 40, PTs, tintos, estampados florais, bolados, listrados, xadrezes, juninos, surf wear,
Tricoline com elastano liso e estampado
Sarjas pesadas em xadrezes para bermudas masculinas
Sarjas pesadas lisas para finalidades diverrsas, bermudas infantis, feminino, adulto, com 1,60 larg.
Sarjas com elastano lisa e estampada (não acetinadas).
Fustão cotelê, liso e estampados
Anarruga estampado em florais infantis e feminino adulto
Tecido pra fraldas, duplo em branco, cores e estampas.
Panamá PT, tinto e estampas xadrezes para bermudas cargo masculina.
Indigos para calças jeans ringado 10Oz, 100% algodão e mixto com poliester e elastno, todos com larguras ineditas de respectivamente 1,75 (100%) e 1,70 (mixto com elastano).
Indigos com 6Oz, sarja tradicional e estampado pra roupas infanto-juvenis e camisaria masculina
Indigo Cross 100% algodão, com 9 Oz, 1,75 larg.
Indigo Cross 11,5 Oz pesado para calças masculinas e bermudas com 1,75 larg.
Indigo tradicional com 11 Oz para uniformes e calças masculinas em geral.
Todos os nossos indigos são legitimos e podem sofrer qualqur tipo de lavagem. Nossos vendedores e atendentes estão de posse de "pernocas" fornecidsas pelo Fabricante, no caso a TEAR Textil que exibe belissimos efeitos de diversos tipos de acabamento nas melhores lavanderias do Brasil.
Contate-nos pelos Telefones 62-3247-3206
Ou celular 62-8463-3665
ou celular 62-8134-7285
Sds
Luiz Bento
quarta-feira, 20 de abril de 2011
ALGODÃO CRÚ - GOIANIA
Temos para atender direto de fábrica. Ligue nosso escritório e conheça os diversos tipos de tecidos que temos com 1,50, 1,60 e 1,80, 250 e até 3,20 largura. Fale com Luiz Bento no telefone 62-3247-3206 ou celular 62-8463-3665. Trabalhamos também com a linha completa de estampados infantis e adultos da TEAR Textil em seus diversos tecidos.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Textil Carvalho & Filhos - Representante Goiania
Trurd-Tramas e Urdumes Repres.Ltda.
Luiz Bento -
Celular 62 8463-3665
62-3247-3206
Uma linha completa de fios tintos para camisaria e agora recentemente em Abril 2012 o lançamento de um tecido pesado para bermudas. Vejam, alguns anexos de camisaria e bermuda. Havendo interesse em receber a coleção inteira, contate-nos por e-mail - trurd@bol.com.br - e peça os arquivos digitalizados para sua escolha. Todos os tecidos desse forneceor tem a composição em média 60/40% alg. poliester com algumas pequenas variações e a largura 1,50 na camisaria e 1,60 nos tecidos para bermudas. Todos os desenhos em listrados e xadrezes são em fio tinto. Não é estamparia.
Luiz Bento -
Celular 62 8463-3665
62-3247-3206
Uma linha completa de fios tintos para camisaria e agora recentemente em Abril 2012 o lançamento de um tecido pesado para bermudas. Vejam, alguns anexos de camisaria e bermuda. Havendo interesse em receber a coleção inteira, contate-nos por e-mail - trurd@bol.com.br - e peça os arquivos digitalizados para sua escolha. Todos os tecidos desse forneceor tem a composição em média 60/40% alg. poliester com algumas pequenas variações e a largura 1,50 na camisaria e 1,60 nos tecidos para bermudas. Todos os desenhos em listrados e xadrezes são em fio tinto. Não é estamparia.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
PREMIÈRE BRASIL 2011
PREMIÈRE BRASIL - A VIDA CONTINUA - 1a.Parte
E depois dos barrancos deslizantes, luz, camera, ação
------------------------------------------------------
E antes de entrar no assunto, para não dizer que vivo apenas de trabalho, apresento-lhes a minha filha Daniela que eu não via há quatro meses, pois mudou-se para Belém e lá está trabalhando numa rede de magazines e coincidentemente estava também em São Paulo, numa Feira de Eletro-domesticos no Anhembí. Òbvio que após o termino da minha Feira no Transamerica Expo-Center em Santo Amaro, fui visita-la no Hotel Ibis da Avenida Paulista e aqui estamos nós num jantar de confraternização e de saudades.
*******************************************************************************************************************************************
Passagens aéreas marcadas nos voos 1947/1872 da GOL - Goiânia, Guarulhos, Belém nos dia 18 a 21 de fevereiro proximo. Revisitar Belém e conhecer o local onde reside a minha filha. Aproveitando o ensejo no domingo, claro, alugo um carro e vou pra Salinas.
********************************************************************************************************************************************
Aconteceu em São Paulo nos dias 19 e 20 de janeiro, um dos maiores eventos de moda, onde uma centena de expositores (Tecelagens) mostraram sua linha atual de produtos e lançamentos de cores e estampas sobre tecidos diversos, oferecendo e disponibilizando a materia prima aos mais audaciosos e criativos profissionais que desenvolvem os produtos e estilos dos mais variados e que estarão em breve nas vitrines dos principais lojistas e magazines de moda de todo o País.
Pessoalmente, estive lá, como sempre faço, dando a minha pequena colaboração e participando ativa naquilo que sei fazer. - Vender.
Meu trabalho no ramo têxtil sempre foi e ainda é. movido pela paixão. Desde que entrei numa fábrica de tecidos pela primeira vez, fui levado pelo encantamento do mágico mundo da moda e a minha caracteristica sempre foi meu lema: "nunca estar satisfeito".
As transformações ocorridas no mercado desde 1968 são incríveis e essa metamorfose é digna de registro considerando o avanço da indústria de cama, mesa e banho, para depois atingirmos o auge com a indústria do vestuário que enterrou quase que definitivamente a venda de tecidos a metro.
Exemplo - em Ponte Nova, para citar algumas dos mais conhecidos estabelecimentos, a Casa Glória, Casas Sampaio, Casa Patriota (do Chico Quirino e gerenciada pelo meu saudoso Tio Marcos) e mais tarde as Casas Brasiltex, Casa Helena que vendiam centenas de metros de tecidos para costureiras tradicionais cumprirem o seu papel de estilistas regionais e que tomavam como base algumas revistas famosas de moda, reproduzindo roupas de artistas e personalidades da época, sucubiram diante da praticidade da roupa pronta, com valores agregados diversos, conjugando metais, etiquetas, bijouterias, além do alto custo embutido dos chamados profissionais de moda que em muitos casos, premeditamente tornam lento o processo de fabricação de roupas, etc.
Enfim aos poucos esses estabelecimentos fecharam suas portas ou se adequaram às novas condições do mercado. Em Ponte Nova nossa terrinha, como em todo Brasil e no mundo inteiro, temos alguns exemplos de comerciantes que continuam e adotaram outros nomes fantasia e em termos de mercado nacional, temos o exemplo das Casas Pernambucanas que aos poucos foram se transformando em loja de eletro-domesticos e Cama, mesa e banho e vestuário. Sobreviveram porque mudaram.
Quase nada mudou no entanto no fascinante mundo da criatividade, exceto o fato de que essa "indústria de moda" ficou mais reluzente e foi "assaltada" por profissionais que sabem se auto-promover com uma retórica de fazer inveja a politicos de carreira ou especialistas em "marketing".
Evidente que o trabalho deles (ou delas, em minoria, ao contrário do que ocorria com as antigas costureiras) é moroso, pois requer a confecção de várias peças em tecidos e cores diversas, de vários fornecedores que serão transformados em modelos diversos e vestidos por lindas moças que desfilam e sob olhares severos de compradores.
Essa primeira fase é um trabalho paciente, insistente, um quase namoro entre Tecelagens, Representantes, Gerentes de vendas e Estilistas para juntos elaborarem e construirem a moda do futuro quase imediato. Após isto, a pilotagem da industria que aprovou os chamados "modelitos" e quase que nem um parto, o resultado das vendas surgirão entre 6 a 9 meses depois do exaustivo trabalho de vendas com catalogos carissimos, folders, publicidade em TV e o merchandising de algumas griffes nacionais que pagam algos caches para vestir artistas de novela da Globo, por exemplo que é o caso da Frittz aqui de Goiânia que investe pesado. Vale a pena refletirmos sobre isso, pois é preciso que a industria do vestuário, tenha saiba apostar naquilo que compra e reduza esse tempo perdido e demasiadamente longo para aquisição do tecido. As fábricas (tecelagens) investem milhões em máquinas modernas e pesquisam novidades lá foram e apostam naquilo que fabricam e vendem. Pequenas margens de erro, são desovadas e pronto, ponto final.
Exagero? Nenhum. Portanto muito diferente do antigamente, onde você sabe que tem uma festa para daqui a 15 dias, compra um tecido, vai a sua costureira e pronto: Escolhe o modelo que quer, ela faz a sua roupa que não vai ser igual a de ninguém. Óbvio que a sua calça Jeans não vai mostrar os efeitos espetaculares dos artistas das lavanderias que vão surrar o Jeans exaustivamente dando-lhe o aspecto envelhecido e inegavelmente mais bonito, mesmo porque está cada vez mais dificil você comprar em uma loja de varejo dois ou tres metros de um tecido de boa qualidade para uma roupa sob medida. E assim o mundo da moda está cada vez mais dominado pelo comodismo das roupas prontas tanto na malharia como no tecido plano. As numerações são irregulares de etiqueta pra etiqueta. Os modelos que servem de base são geralmente doentes (anoxéricos) e o mundo da moda continua na base do me engana que eu gosto.
E vale a pena lembrar mais uma vez: O algodão subiu o ano passado 150% e nos primeiros dias do ano, 03, 10 e 18 de janeiro, voltou a mostrar as garras e as tabelas de preços de tecidos com certeza continuarão sofrendo acrescimos consideráveis e diante dos ultimos acontecimentos não se sabe quando isso vai cessar.
Mais considerações e noticiais, no proximo texto.
Vejam abaixo algumas fotos interessantes do evento (um entre tantos outros que enche os bolsos da nova indústria que organiza eventos e feiras por esse Brasil afora, um dos negócios mais rentáveis atualmente e que mexe com a vaidade humana. Ou seja, o melhor negócio do mundo da moda é "aparecer" ou em palavras mais amenas - "ACONTECER".
Stand da TEAR TEXTIL, onde fui fotografado em companhia dos Srs. Eldo e Fabricio, socios proprietários e diretores da LIDERANÇA TECIDOS de Goiânia, um dos cinco atacadistas de tecidos mais fortes da praça. 50.000 mil metros de Jeans fechado num negócio bom para as tres partes, Tear, Representante e Cliente, sem complicações e sem burocracia.
Acima, alguns amigos meus de muitos anos: À esquerda de que olha a foto, o Rogério Friança ex-diretor da Cia.Manufatora de Cataguases e atualmente na mesma função em Juiz de Fora na SJE. Ao meu lado no meio, O amigo Junior estilista de moda ex-Indl.Cataguases, atualmente trabalhando na Fiação e tecelagem Alpina e à direita, camisa escura o sorridente amigo Carlos Cotta de Belo Horizonte representante da Tsuzuki, João Lombardi (SJoão Del Rei) e também da Tecelagem Alpina fabricante de tecidos para camisaria nobre.
Nas extremidades dessa foto, aparecem mais dois jovens trabalhadores e talentosos. Formaram há 4 anos a TRIUNFO TECIDOS, em Goiânia e engrossam a extensa rede de distribuidores que abastecem os pequenos confeccionistas. Mais 30.000 metros fechados na feira, entre outros negócios. São Eles Edson Teofilo e Bruno. No meio o Sr. Jurandy Fonseca Diretor de vendas da TEAR ao meu lado.
Veja demais fotos da Feira Première no site da TEXTILE INDUSTRY
Apresento a vocês meus amigos e leitores, o Sr. Erivaldo Cavalcante, idealizador e responsável pelo site TEXTILE INDUSTRY, onde posto alguns textos também. Lá somos aproximadamente 4.000 associados e todos ligados ao ramo textil. Trata-se da maior rede social da America Latina, provocando ciumes até na ABIT, a poderosa Associação Brasileira de Técnicos Texteis que chegou a cogitar juridicamente a retirada do Site de circulação. O Sr. Erivaldo é um grande amigo de muitos anos e foi o diretor industrial da Tear Textil em Contagem e responsável por várias inovações tecnológicas para obtenção na tecelagem e fiação de uma melhor produtividade e produção, sempre buscando o que há de mais moderno para a indústria textil. Outro grande apaixonado pelo trabalho que realiza e portanto, como eu, um idealista.
Visitem a página do Textile Industry, clicando no link que consta ao lado desse texto.
Autor: Luiz Bento
E depois dos barrancos deslizantes, luz, camera, ação
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E antes de entrar no assunto, para não dizer que vivo apenas de trabalho, apresento-lhes a minha filha Daniela que eu não via há quatro meses, pois mudou-se para Belém e lá está trabalhando numa rede de magazines e coincidentemente estava também em São Paulo, numa Feira de Eletro-domesticos no Anhembí. Òbvio que após o termino da minha Feira no Transamerica Expo-Center em Santo Amaro, fui visita-la no Hotel Ibis da Avenida Paulista e aqui estamos nós num jantar de confraternização e de saudades.
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Passagens aéreas marcadas nos voos 1947/1872 da GOL - Goiânia, Guarulhos, Belém nos dia 18 a 21 de fevereiro proximo. Revisitar Belém e conhecer o local onde reside a minha filha. Aproveitando o ensejo no domingo, claro, alugo um carro e vou pra Salinas.
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Aconteceu em São Paulo nos dias 19 e 20 de janeiro, um dos maiores eventos de moda, onde uma centena de expositores (Tecelagens) mostraram sua linha atual de produtos e lançamentos de cores e estampas sobre tecidos diversos, oferecendo e disponibilizando a materia prima aos mais audaciosos e criativos profissionais que desenvolvem os produtos e estilos dos mais variados e que estarão em breve nas vitrines dos principais lojistas e magazines de moda de todo o País.
Pessoalmente, estive lá, como sempre faço, dando a minha pequena colaboração e participando ativa naquilo que sei fazer. - Vender.
Meu trabalho no ramo têxtil sempre foi e ainda é. movido pela paixão. Desde que entrei numa fábrica de tecidos pela primeira vez, fui levado pelo encantamento do mágico mundo da moda e a minha caracteristica sempre foi meu lema: "nunca estar satisfeito".
As transformações ocorridas no mercado desde 1968 são incríveis e essa metamorfose é digna de registro considerando o avanço da indústria de cama, mesa e banho, para depois atingirmos o auge com a indústria do vestuário que enterrou quase que definitivamente a venda de tecidos a metro.
Exemplo - em Ponte Nova, para citar algumas dos mais conhecidos estabelecimentos, a Casa Glória, Casas Sampaio, Casa Patriota (do Chico Quirino e gerenciada pelo meu saudoso Tio Marcos) e mais tarde as Casas Brasiltex, Casa Helena que vendiam centenas de metros de tecidos para costureiras tradicionais cumprirem o seu papel de estilistas regionais e que tomavam como base algumas revistas famosas de moda, reproduzindo roupas de artistas e personalidades da época, sucubiram diante da praticidade da roupa pronta, com valores agregados diversos, conjugando metais, etiquetas, bijouterias, além do alto custo embutido dos chamados profissionais de moda que em muitos casos, premeditamente tornam lento o processo de fabricação de roupas, etc.
Enfim aos poucos esses estabelecimentos fecharam suas portas ou se adequaram às novas condições do mercado. Em Ponte Nova nossa terrinha, como em todo Brasil e no mundo inteiro, temos alguns exemplos de comerciantes que continuam e adotaram outros nomes fantasia e em termos de mercado nacional, temos o exemplo das Casas Pernambucanas que aos poucos foram se transformando em loja de eletro-domesticos e Cama, mesa e banho e vestuário. Sobreviveram porque mudaram.
Quase nada mudou no entanto no fascinante mundo da criatividade, exceto o fato de que essa "indústria de moda" ficou mais reluzente e foi "assaltada" por profissionais que sabem se auto-promover com uma retórica de fazer inveja a politicos de carreira ou especialistas em "marketing".
Evidente que o trabalho deles (ou delas, em minoria, ao contrário do que ocorria com as antigas costureiras) é moroso, pois requer a confecção de várias peças em tecidos e cores diversas, de vários fornecedores que serão transformados em modelos diversos e vestidos por lindas moças que desfilam e sob olhares severos de compradores.
Essa primeira fase é um trabalho paciente, insistente, um quase namoro entre Tecelagens, Representantes, Gerentes de vendas e Estilistas para juntos elaborarem e construirem a moda do futuro quase imediato. Após isto, a pilotagem da industria que aprovou os chamados "modelitos" e quase que nem um parto, o resultado das vendas surgirão entre 6 a 9 meses depois do exaustivo trabalho de vendas com catalogos carissimos, folders, publicidade em TV e o merchandising de algumas griffes nacionais que pagam algos caches para vestir artistas de novela da Globo, por exemplo que é o caso da Frittz aqui de Goiânia que investe pesado. Vale a pena refletirmos sobre isso, pois é preciso que a industria do vestuário, tenha saiba apostar naquilo que compra e reduza esse tempo perdido e demasiadamente longo para aquisição do tecido. As fábricas (tecelagens) investem milhões em máquinas modernas e pesquisam novidades lá foram e apostam naquilo que fabricam e vendem. Pequenas margens de erro, são desovadas e pronto, ponto final.
Exagero? Nenhum. Portanto muito diferente do antigamente, onde você sabe que tem uma festa para daqui a 15 dias, compra um tecido, vai a sua costureira e pronto: Escolhe o modelo que quer, ela faz a sua roupa que não vai ser igual a de ninguém. Óbvio que a sua calça Jeans não vai mostrar os efeitos espetaculares dos artistas das lavanderias que vão surrar o Jeans exaustivamente dando-lhe o aspecto envelhecido e inegavelmente mais bonito, mesmo porque está cada vez mais dificil você comprar em uma loja de varejo dois ou tres metros de um tecido de boa qualidade para uma roupa sob medida. E assim o mundo da moda está cada vez mais dominado pelo comodismo das roupas prontas tanto na malharia como no tecido plano. As numerações são irregulares de etiqueta pra etiqueta. Os modelos que servem de base são geralmente doentes (anoxéricos) e o mundo da moda continua na base do me engana que eu gosto.
E vale a pena lembrar mais uma vez: O algodão subiu o ano passado 150% e nos primeiros dias do ano, 03, 10 e 18 de janeiro, voltou a mostrar as garras e as tabelas de preços de tecidos com certeza continuarão sofrendo acrescimos consideráveis e diante dos ultimos acontecimentos não se sabe quando isso vai cessar.
Mais considerações e noticiais, no proximo texto.
Vejam abaixo algumas fotos interessantes do evento (um entre tantos outros que enche os bolsos da nova indústria que organiza eventos e feiras por esse Brasil afora, um dos negócios mais rentáveis atualmente e que mexe com a vaidade humana. Ou seja, o melhor negócio do mundo da moda é "aparecer" ou em palavras mais amenas - "ACONTECER".
Stand da TEAR TEXTIL, onde fui fotografado em companhia dos Srs. Eldo e Fabricio, socios proprietários e diretores da LIDERANÇA TECIDOS de Goiânia, um dos cinco atacadistas de tecidos mais fortes da praça. 50.000 mil metros de Jeans fechado num negócio bom para as tres partes, Tear, Representante e Cliente, sem complicações e sem burocracia.
Acima, alguns amigos meus de muitos anos: À esquerda de que olha a foto, o Rogério Friança ex-diretor da Cia.Manufatora de Cataguases e atualmente na mesma função em Juiz de Fora na SJE. Ao meu lado no meio, O amigo Junior estilista de moda ex-Indl.Cataguases, atualmente trabalhando na Fiação e tecelagem Alpina e à direita, camisa escura o sorridente amigo Carlos Cotta de Belo Horizonte representante da Tsuzuki, João Lombardi (SJoão Del Rei) e também da Tecelagem Alpina fabricante de tecidos para camisaria nobre.
Nas extremidades dessa foto, aparecem mais dois jovens trabalhadores e talentosos. Formaram há 4 anos a TRIUNFO TECIDOS, em Goiânia e engrossam a extensa rede de distribuidores que abastecem os pequenos confeccionistas. Mais 30.000 metros fechados na feira, entre outros negócios. São Eles Edson Teofilo e Bruno. No meio o Sr. Jurandy Fonseca Diretor de vendas da TEAR ao meu lado.
Veja demais fotos da Feira Première no site da TEXTILE INDUSTRY
Apresento a vocês meus amigos e leitores, o Sr. Erivaldo Cavalcante, idealizador e responsável pelo site TEXTILE INDUSTRY, onde posto alguns textos também. Lá somos aproximadamente 4.000 associados e todos ligados ao ramo textil. Trata-se da maior rede social da America Latina, provocando ciumes até na ABIT, a poderosa Associação Brasileira de Técnicos Texteis que chegou a cogitar juridicamente a retirada do Site de circulação. O Sr. Erivaldo é um grande amigo de muitos anos e foi o diretor industrial da Tear Textil em Contagem e responsável por várias inovações tecnológicas para obtenção na tecelagem e fiação de uma melhor produtividade e produção, sempre buscando o que há de mais moderno para a indústria textil. Outro grande apaixonado pelo trabalho que realiza e portanto, como eu, um idealista.
Visitem a página do Textile Industry, clicando no link que consta ao lado desse texto.
Autor: Luiz Bento
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A origem milenar das padronagens, estamparia, fios tintos e Jaquardt e o moderno "transfer"
Visite o site http://www.pontenet.com.br/principal/principal/frame.php
e leia o colunista Luiz Bento em seu artigo mais recente: O CAMPEONATO BRASILEIRO POR PONTOS CORRIDOS.
Cadastre-se e opine
Fontes:
http://textileindustry.ning.com/profiles/blog/
etnoarte.wordpress.com
Algumas informações importantes, que ilustram as diferentes técnicas das padronagens em tecidos.
Para todas as idades (rss)
As estampas podem tanto ser aplicadas sobre a superfície dos tecidos como trabalhadas na própria estrutura do mesmo, durante a tecelagem.
Dos vários e diferentes métodos de estamparia a técnica de uso de blocos de madeira é a mais antiga. Mais tarde surgiram as estampas utilizando a tela de stencil e os rolos de cobre gravados.
Os fenícios produziram os primeiros tecidos estampados, usando o método de estamparia em blocos e a tecelagem trabalhada em fios de diversas cores formando estampas muito apreciadas pelo mercado. Outro
método usado era o stencil, em diferentes estamparias, além de bordados em cores ricas e vibrantes.
Na verdade, tecidos estampados apenas passaram a ser utilizados na Europa após o século XVII. Porém, existem exemplos de estamparia utilizando blocos de madeira sobre linho, durante a Idade Média, técnica esta que foi muito provavelmente trazida da Ásia e introduzida pelos romanos na Europa. A Índia era mestra na arte de estamparia sendo que seus produtos superavam, em muito, o trabalho feito pelos Persas e Egípcios.
Estampas usando técnica de serigrafia sobre linho foram escavadas pelos arqueólogos em tumbas egípcias de 8.000 anos. Seda estampada foi encontrada em escavações a leste do Turkistão e Kansu muito provavelmente originárias da dinastia Tang chinesa.
Tartans e Xadrez: estampas geométricas fazem parte da história humana. Na história da moda ocidental, a origem do xadrez pode ser traçada até a Idade do ferro (700 –50a.C.) no Norte da Europa, mas especificamente nos pântanos da Alemanha e Dinamarca. Pesquisas arqueológicas escavaram vários sacrifícios humanos, nos quais foi possível identificar as padronagens têxteis das roupas das vítimas.
Estas se compunham quase exclusivamente de tecidos com padronagem xadrez em fio de lã, tecido 2X2 cruzado (em forma de losango). Os pigmentos de base vegetal davam à cor na lã, naturalmente branca. Um manto encontrado em Thorsberg, Alemanha comprova uma padronagem xadrez combinando 3 tons de azul; já a roupa de uma jovem de Lønne Hede, Dinamarca, compõe-se de saia e blusa em xadrez azul e vermelho com um barrado em xadrez vermelho e branco.
Hoje este xadrez vermelho e branco é conhecido por padronagem “Medevi square” e considerado a marca registrada do xadrez sueco assim como a padronagem xadrez branco e preto é conhecido como “Vichy”.
Já os Tartans, tão famosos símbolos dos clãs escoceses surgiram, com este específico propósito, apenas no século XVIII. A falta de tecnologia indispensável para a imensa quantidade de diferentes combinações de
tons que classificam os vários clãs, impossibilitava o tingimento homogêneo do fio, necessário para a confecção da padronagem xadrez complexa dos tartans.
Contudo existe evidência da existência de tartans que datam do século 3 a.C.. Escavações arqueológicas, perto de Falkirk descobriram um jarro de terracota com moedas de prata, no qual um pedaço de pano xadrez, nas cores marrom e branca, fora usado como tampa.
Referencias à tartans ocorrem em vários documentos, pinturas e ilustrações. Uma carta patente em favor de Hector MacLean of Duart, de 1587, garante a concessão de terras em Islay e detalha o pagamento de 60
ells de tecido nas cores branca, preta e verde (as cores do tartan de caça do clã MacLean of Duart).
A palavra Tartan significava, originalmente, “tecido de lã leve” e origina-se do francês tiretaine ou do espanhol tiritana.
Difusão das estampas na Europa
Foi partir do ano 1000, quando Veneza estabeleceu sua posição como porto de difusão de mercadorias entre o Leste e o Oeste que os tecidos estampados começaram a ganhar força na moda européia. De todas as transações comerciais importantes, Veneza dava prioridade à importação de seda e tecidos preciosos, assim como especiarias e gemas do Oriente.
Para os espanhóis dos séculos XIV e XV a seda era muito cobiçada pois refletia uma distinção soberba que os atraia devido a seu temperamento.Por volta do ano 1200 aconteceram várias mudanças importantes, entre
elas o fato das cores deixarem de possuir um significado simbólico, deixando de serem usadas com o propósito específico de indicar as diferenças de classes – papel este que passou a ser exercido pelo
tecido, no caso a seda, devido ao seu alto valor de mercado.
Surgiu então uma imensa variedade de padrões de estamparia como listras, quadrados axadrezados e figuras.
Diferente da seda, os tecidos comuns eram de cores sólidas. As roupas comuns e de cerimônia eram decoradas com bordados e appliqués formando devices: imagens de objetos, plantas ou animais escolhidos para representar emblemas pessoais como o urso e o cisne sangrento do Duque de Berry.
Apesar do trabalho dos centros têxteis europeus, os tecidos orientais continuavam a exercer forte atração sobre os países ocidentais:
musselina de seda e ouro de Mossul; tecidos adamascados, isto é, com padronagem de Damasco e Pérsia; sedas baldacchino decoradas com pequenas figuras; sendo estas encontradas até na Inglaterra; tecidos da
Antioquia com pequenos pássaros dourados ou azuis sobre campos vermelhos ou pretos. Os tecidos orientais eram muito apreciados por causa de suas padronagens mas, principalmente, devido a sua perfeição técnica.
Em meados do século XIII, as tecelagens de Regensburg e Colônia demonstravam a influência de certos protótipos de padronagem oriental, que gradualmente foram sendo adaptadas ao gosto europeu, rompendo-se assim um padrão pré-estabelecido. Na Itália, durante o século XIV este fenômeno pôde ser observado com o desaparecimento dos temas animais e divisões arquitetônicas e com o florescimento das estampas de flores cada vez mais estilizadas. A moda dos tecidos de estampas florais se tornou generalizada desenvolvendo-se, especialmente, nas regiões de Genova e Florença.
No século XV os padrões florais assumiram dimensões exageradas, com grandes romãs ou cardos estampados entre linhas sinuosas.
Durante o século XVIII, as padronagens dos tecidos passaram a sofrer a influência das grandes descobertas e viagens de exploração e as importações dos tecidos orientais tornaram-se lugar comum. Cada vez mais
começaram a ser encontradas exemplos da flora exótica em padronagem que exibiam flores e frutos desconhecidos na Europa até então. Flores como o crisântemo, acabaram por criar o gosto pelas padronagens florais exóticas. Isto se manteve até o final deste século, quando a moda voltou as suas origens ocidentais, com padronagens mais simples, como margaridas, papoulas e rosas. Durante o século XIX, essas padronagens florais realísticas se mantiveram populares. Entretanto, algumas padronagens florais formais e estilizadas em algodão acetinado foram desenvolvidas durante o período Art Deco. O final do século vinte trouxe um revival do estilo vitoriano de flores em design natural.
Tecidos estampados com flores miúdas, ainda tão comuns nos dias de hoje, surgiram por volta de 1800, nos Estados Unidos, com a adoção das primeiras máquinas de estampar. A empresa Thorp, Siddel and Company, instalava em Philadelphia a primeira dessas máquinas em 1810. Dentro de poucos anos passava a existir uma grande quantidade de empresas de estamparia, mesmo no pequeno estado de Rhode Island. Entre estas, exemplos de tecidos da Allen Print Works, da Clyde Bleachery e da Print Works ainda podem ser encontrados no Museum of American Textile History em North Andover, Massachussets, possibilitando confirmar que a padronagem era de pequenas flores espalhadas por toda a superfície do
tecido, que acabou sendo conhecido como “calicoes” ou chita.
pictografia:
O motivo pictográfico (nuvens, objetos, paisagens, etc) surgiu em toda sua glória na época medieval. Apresentando cenas de batalhas, caçadas e torneios eram muito apreciados pelos nobres da época
com seus ideais românticos e de honra. Continuaram bastante populares durante toda a renascença.
Durante o período barroco francês e inglês, as padronagens se tornaram bastante complexas, usando técnicas sofisticadas e cores realistas. Já o estilo rococó, no início do século XVIII produziu um tipo mais informal de padronagem pictográfica, geralmente frívola e extremamente colorida, em seda e algodão,
apresentando design em estilo oriental com cenas de paisagens árabe e mourisca. A expansão do comércio além-mar incentivou a moda da padronagem pictográfica, apresentando paisagens e povos nativos como as
do Hawai.
A partir de meados do século dezoito estas padronagens voltaram a se tornar menos populares, com a preferência se voltando a cenas mais delicadas, como as imagens dos campos franceses e ingleses.
As padronagens pictoriais adquiriram um tom refrescante no início do século vinte, quando o movimento Art Nouveau introduziu elegantes figuras e plantas alongadas. O movimento Arts and Crafts, entretanto, tornou a explorar um design mais medieval, apresentando formas humanas em meio a fundos florais.
No início do século vinte, os designers modernistas e Art Deco raramente usavam tecidos com padronagens pictográficas. Esse tipo de padronagem sofreu um revival apenas no final do século vinte.
Outro fenômeno importante do final do século XX são as padronagens inspiradas pela arte Manga, os famosos quadrinhos japoneses. À primeira vista estes parecem ser uma versão oriental das histórias em quadrinhos ocidentais. Isto é uma realidade parcial, pois ainda que alguns aspectos do manga tenham sido extraídos do ocidente, uma vez que Osamu Tezuka, o “pai” do manga tenha sido influenciado por Disney e Max Fleisher, sua estrutura básica pode ser encontrada na arte japonesa.
Desde o início do século VII, a cultura japonesa segue os princípios da cosmologia chinesa. Os 5 elementos do fogo, água, terra, madeira e metal, associam-se aos pontos cardeais, as estações do ano e as cores primárias e intermediárias numa fusão de idéias que acabou refletindo-se em um elaborado sistema conhecido por kasane-iro no qual os kimonos passaram a ser usados em camadas de graduação de tons e texturas, com nomes como “camadas azáleas”. As propriedades medicinais dos pigmentos vegetais e o simbolismo inerente nas cores criaram a base de um padrão estabelecido para o uso da moda oriental que progrediram linearmente, seguindo um padrão coerente até a arte manga dos dias de hoje.
Os padrões dos tecidos usados pela corte imperial japonesa eram chamados yüsoko e estes se tornaram os padrões básicos para todas as variações usadas a partir desta época. Os padrões principais do yüsoko
apresentavam as seguintes versões: treliças diagonais; losangos, arabescos, vinhas; xadrezes; círculos entrelaçados e medalhões com flores, plantas, pássaros e insetos. As primeiras estampas “livres” apresentavam plantas e animais, reais ou míticos, além de objetos, geralmente agrupados em combinações sazonais ou auspiciosas.
Durante as guerras do período Hei, a situação econômica tornou a indústria têxtil inviável e o Japão voltou-se à China para a obtenção da tão necessária seda, renovando o contato com a dinastia Ming.
A partir de 1544, mercadores europeus introduziram mercadorias estrangeiras em terras japonesas. Entretanto em 1638, a capital do Japão foi transferida para Edo, (hoje Tókio) e promoveu-se uma política de
isolacionismo, cortando o Japão das influencias culturais externas. Isto possibilitou um desenvolvimento artístico único, sem influências que culminou, no século 17 no Ukiyo-e ou “imagens do mundo flutuante”.
Pode-se dizer que o Ukiyo-e é a expressão primeva da arte Manga. São as estampas feitas com blocos de madeira, criadas durante a estabilidade próspera do Shogunato Tokugawa, que acabou exercendo profunda influência sobre o Impressionismo e Pós-Impressionismo na Europa.
Dentre os trabalhos mais significativos da arte Ukiyo-e destacam-se os de Hishikawa Moronobu (1618-1694) em estampas preto e branco (chimai-e); Suzuki Harunobu (1725-1770) cujo trabalho é associado ao
primeiro nishiki, ou estampas policromáticas lembrando brocado; Ando Hiroshige (1797-1858) conhecido por suas ilustrações de viagens; Kitagawa Utamaro (1753-1806) especialista em bijin-ga, “beleza
feminina”; Katsushika Hokusai (1760-1849) conhecido por suas dramáticas paisagens marinhas em azul e branco e Utagawa Kuniyoshi (1798-1861) que trabalhava com coloridas cenas de ação apresentando animais e pássaros.
Postado por Luiz Bento
em 06.12.2010
e leia o colunista Luiz Bento em seu artigo mais recente: O CAMPEONATO BRASILEIRO POR PONTOS CORRIDOS.
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Fontes:
http://textileindustry.ning.com/profiles/blog/
etnoarte.wordpress.com
Algumas informações importantes, que ilustram as diferentes técnicas das padronagens em tecidos.
Para todas as idades (rss)
As estampas podem tanto ser aplicadas sobre a superfície dos tecidos como trabalhadas na própria estrutura do mesmo, durante a tecelagem.
Dos vários e diferentes métodos de estamparia a técnica de uso de blocos de madeira é a mais antiga. Mais tarde surgiram as estampas utilizando a tela de stencil e os rolos de cobre gravados.
Os fenícios produziram os primeiros tecidos estampados, usando o método de estamparia em blocos e a tecelagem trabalhada em fios de diversas cores formando estampas muito apreciadas pelo mercado. Outro
método usado era o stencil, em diferentes estamparias, além de bordados em cores ricas e vibrantes.
Na verdade, tecidos estampados apenas passaram a ser utilizados na Europa após o século XVII. Porém, existem exemplos de estamparia utilizando blocos de madeira sobre linho, durante a Idade Média, técnica esta que foi muito provavelmente trazida da Ásia e introduzida pelos romanos na Europa. A Índia era mestra na arte de estamparia sendo que seus produtos superavam, em muito, o trabalho feito pelos Persas e Egípcios.
Estampas usando técnica de serigrafia sobre linho foram escavadas pelos arqueólogos em tumbas egípcias de 8.000 anos. Seda estampada foi encontrada em escavações a leste do Turkistão e Kansu muito provavelmente originárias da dinastia Tang chinesa.
Tartans e Xadrez: estampas geométricas fazem parte da história humana. Na história da moda ocidental, a origem do xadrez pode ser traçada até a Idade do ferro (700 –50a.C.) no Norte da Europa, mas especificamente nos pântanos da Alemanha e Dinamarca. Pesquisas arqueológicas escavaram vários sacrifícios humanos, nos quais foi possível identificar as padronagens têxteis das roupas das vítimas.
Estas se compunham quase exclusivamente de tecidos com padronagem xadrez em fio de lã, tecido 2X2 cruzado (em forma de losango). Os pigmentos de base vegetal davam à cor na lã, naturalmente branca. Um manto encontrado em Thorsberg, Alemanha comprova uma padronagem xadrez combinando 3 tons de azul; já a roupa de uma jovem de Lønne Hede, Dinamarca, compõe-se de saia e blusa em xadrez azul e vermelho com um barrado em xadrez vermelho e branco.
Hoje este xadrez vermelho e branco é conhecido por padronagem “Medevi square” e considerado a marca registrada do xadrez sueco assim como a padronagem xadrez branco e preto é conhecido como “Vichy”.
Já os Tartans, tão famosos símbolos dos clãs escoceses surgiram, com este específico propósito, apenas no século XVIII. A falta de tecnologia indispensável para a imensa quantidade de diferentes combinações de
tons que classificam os vários clãs, impossibilitava o tingimento homogêneo do fio, necessário para a confecção da padronagem xadrez complexa dos tartans.
Contudo existe evidência da existência de tartans que datam do século 3 a.C.. Escavações arqueológicas, perto de Falkirk descobriram um jarro de terracota com moedas de prata, no qual um pedaço de pano xadrez, nas cores marrom e branca, fora usado como tampa.
Referencias à tartans ocorrem em vários documentos, pinturas e ilustrações. Uma carta patente em favor de Hector MacLean of Duart, de 1587, garante a concessão de terras em Islay e detalha o pagamento de 60
ells de tecido nas cores branca, preta e verde (as cores do tartan de caça do clã MacLean of Duart).
A palavra Tartan significava, originalmente, “tecido de lã leve” e origina-se do francês tiretaine ou do espanhol tiritana.
Difusão das estampas na Europa
Foi partir do ano 1000, quando Veneza estabeleceu sua posição como porto de difusão de mercadorias entre o Leste e o Oeste que os tecidos estampados começaram a ganhar força na moda européia. De todas as transações comerciais importantes, Veneza dava prioridade à importação de seda e tecidos preciosos, assim como especiarias e gemas do Oriente.
Para os espanhóis dos séculos XIV e XV a seda era muito cobiçada pois refletia uma distinção soberba que os atraia devido a seu temperamento.Por volta do ano 1200 aconteceram várias mudanças importantes, entre
elas o fato das cores deixarem de possuir um significado simbólico, deixando de serem usadas com o propósito específico de indicar as diferenças de classes – papel este que passou a ser exercido pelo
tecido, no caso a seda, devido ao seu alto valor de mercado.
Surgiu então uma imensa variedade de padrões de estamparia como listras, quadrados axadrezados e figuras.
Diferente da seda, os tecidos comuns eram de cores sólidas. As roupas comuns e de cerimônia eram decoradas com bordados e appliqués formando devices: imagens de objetos, plantas ou animais escolhidos para representar emblemas pessoais como o urso e o cisne sangrento do Duque de Berry.
Apesar do trabalho dos centros têxteis europeus, os tecidos orientais continuavam a exercer forte atração sobre os países ocidentais:
musselina de seda e ouro de Mossul; tecidos adamascados, isto é, com padronagem de Damasco e Pérsia; sedas baldacchino decoradas com pequenas figuras; sendo estas encontradas até na Inglaterra; tecidos da
Antioquia com pequenos pássaros dourados ou azuis sobre campos vermelhos ou pretos. Os tecidos orientais eram muito apreciados por causa de suas padronagens mas, principalmente, devido a sua perfeição técnica.
Em meados do século XIII, as tecelagens de Regensburg e Colônia demonstravam a influência de certos protótipos de padronagem oriental, que gradualmente foram sendo adaptadas ao gosto europeu, rompendo-se assim um padrão pré-estabelecido. Na Itália, durante o século XIV este fenômeno pôde ser observado com o desaparecimento dos temas animais e divisões arquitetônicas e com o florescimento das estampas de flores cada vez mais estilizadas. A moda dos tecidos de estampas florais se tornou generalizada desenvolvendo-se, especialmente, nas regiões de Genova e Florença.
No século XV os padrões florais assumiram dimensões exageradas, com grandes romãs ou cardos estampados entre linhas sinuosas.
Durante o século XVIII, as padronagens dos tecidos passaram a sofrer a influência das grandes descobertas e viagens de exploração e as importações dos tecidos orientais tornaram-se lugar comum. Cada vez mais
começaram a ser encontradas exemplos da flora exótica em padronagem que exibiam flores e frutos desconhecidos na Europa até então. Flores como o crisântemo, acabaram por criar o gosto pelas padronagens florais exóticas. Isto se manteve até o final deste século, quando a moda voltou as suas origens ocidentais, com padronagens mais simples, como margaridas, papoulas e rosas. Durante o século XIX, essas padronagens florais realísticas se mantiveram populares. Entretanto, algumas padronagens florais formais e estilizadas em algodão acetinado foram desenvolvidas durante o período Art Deco. O final do século vinte trouxe um revival do estilo vitoriano de flores em design natural.
Tecidos estampados com flores miúdas, ainda tão comuns nos dias de hoje, surgiram por volta de 1800, nos Estados Unidos, com a adoção das primeiras máquinas de estampar. A empresa Thorp, Siddel and Company, instalava em Philadelphia a primeira dessas máquinas em 1810. Dentro de poucos anos passava a existir uma grande quantidade de empresas de estamparia, mesmo no pequeno estado de Rhode Island. Entre estas, exemplos de tecidos da Allen Print Works, da Clyde Bleachery e da Print Works ainda podem ser encontrados no Museum of American Textile History em North Andover, Massachussets, possibilitando confirmar que a padronagem era de pequenas flores espalhadas por toda a superfície do
tecido, que acabou sendo conhecido como “calicoes” ou chita.
pictografia:
O motivo pictográfico (nuvens, objetos, paisagens, etc) surgiu em toda sua glória na época medieval. Apresentando cenas de batalhas, caçadas e torneios eram muito apreciados pelos nobres da época
com seus ideais românticos e de honra. Continuaram bastante populares durante toda a renascença.
Durante o período barroco francês e inglês, as padronagens se tornaram bastante complexas, usando técnicas sofisticadas e cores realistas. Já o estilo rococó, no início do século XVIII produziu um tipo mais informal de padronagem pictográfica, geralmente frívola e extremamente colorida, em seda e algodão,
apresentando design em estilo oriental com cenas de paisagens árabe e mourisca. A expansão do comércio além-mar incentivou a moda da padronagem pictográfica, apresentando paisagens e povos nativos como as
do Hawai.
A partir de meados do século dezoito estas padronagens voltaram a se tornar menos populares, com a preferência se voltando a cenas mais delicadas, como as imagens dos campos franceses e ingleses.
As padronagens pictoriais adquiriram um tom refrescante no início do século vinte, quando o movimento Art Nouveau introduziu elegantes figuras e plantas alongadas. O movimento Arts and Crafts, entretanto, tornou a explorar um design mais medieval, apresentando formas humanas em meio a fundos florais.
No início do século vinte, os designers modernistas e Art Deco raramente usavam tecidos com padronagens pictográficas. Esse tipo de padronagem sofreu um revival apenas no final do século vinte.
Outro fenômeno importante do final do século XX são as padronagens inspiradas pela arte Manga, os famosos quadrinhos japoneses. À primeira vista estes parecem ser uma versão oriental das histórias em quadrinhos ocidentais. Isto é uma realidade parcial, pois ainda que alguns aspectos do manga tenham sido extraídos do ocidente, uma vez que Osamu Tezuka, o “pai” do manga tenha sido influenciado por Disney e Max Fleisher, sua estrutura básica pode ser encontrada na arte japonesa.
Desde o início do século VII, a cultura japonesa segue os princípios da cosmologia chinesa. Os 5 elementos do fogo, água, terra, madeira e metal, associam-se aos pontos cardeais, as estações do ano e as cores primárias e intermediárias numa fusão de idéias que acabou refletindo-se em um elaborado sistema conhecido por kasane-iro no qual os kimonos passaram a ser usados em camadas de graduação de tons e texturas, com nomes como “camadas azáleas”. As propriedades medicinais dos pigmentos vegetais e o simbolismo inerente nas cores criaram a base de um padrão estabelecido para o uso da moda oriental que progrediram linearmente, seguindo um padrão coerente até a arte manga dos dias de hoje.
Os padrões dos tecidos usados pela corte imperial japonesa eram chamados yüsoko e estes se tornaram os padrões básicos para todas as variações usadas a partir desta época. Os padrões principais do yüsoko
apresentavam as seguintes versões: treliças diagonais; losangos, arabescos, vinhas; xadrezes; círculos entrelaçados e medalhões com flores, plantas, pássaros e insetos. As primeiras estampas “livres” apresentavam plantas e animais, reais ou míticos, além de objetos, geralmente agrupados em combinações sazonais ou auspiciosas.
Durante as guerras do período Hei, a situação econômica tornou a indústria têxtil inviável e o Japão voltou-se à China para a obtenção da tão necessária seda, renovando o contato com a dinastia Ming.
A partir de 1544, mercadores europeus introduziram mercadorias estrangeiras em terras japonesas. Entretanto em 1638, a capital do Japão foi transferida para Edo, (hoje Tókio) e promoveu-se uma política de
isolacionismo, cortando o Japão das influencias culturais externas. Isto possibilitou um desenvolvimento artístico único, sem influências que culminou, no século 17 no Ukiyo-e ou “imagens do mundo flutuante”.
Pode-se dizer que o Ukiyo-e é a expressão primeva da arte Manga. São as estampas feitas com blocos de madeira, criadas durante a estabilidade próspera do Shogunato Tokugawa, que acabou exercendo profunda influência sobre o Impressionismo e Pós-Impressionismo na Europa.
Dentre os trabalhos mais significativos da arte Ukiyo-e destacam-se os de Hishikawa Moronobu (1618-1694) em estampas preto e branco (chimai-e); Suzuki Harunobu (1725-1770) cujo trabalho é associado ao
primeiro nishiki, ou estampas policromáticas lembrando brocado; Ando Hiroshige (1797-1858) conhecido por suas ilustrações de viagens; Kitagawa Utamaro (1753-1806) especialista em bijin-ga, “beleza
feminina”; Katsushika Hokusai (1760-1849) conhecido por suas dramáticas paisagens marinhas em azul e branco e Utagawa Kuniyoshi (1798-1861) que trabalhava com coloridas cenas de ação apresentando animais e pássaros.
Postado por Luiz Bento
em 06.12.2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Algodão: A fibra mais usada no mundo
Postado por Erivaldo Cavalcanti em 4 dezembro 2010 às 5:00
Enviar mensagem Exibir blog de Erivaldo Cavalcanti - Textile Industrie
Uma das fibras naturais mais usadas do mundo, o algodão é uma fibra branca de origem vegetal, gerada ao redor das sementes do algodoeiro. É um dos materiais naturais mais usados na indústria têxtil, em forma de fio compacto ou de tecidos, como a malha e o jeans.
A fibra esbranquiçada e macia cresce em volta das sementes de um vegetal do gênero Gossypium, família Malvaceae. Essa planta é comum em arbustos nativos de regiões tropicais e subtropicais, como África, Ásia e América. Hoje em dia apenas quatro espécies de algodão são produzidos em grande escala.
As fibras são uma pelugem que se origina na superfície das sementes e podem ser extraídas a mão ou com máquinas. A colheita manual garante um produto mais limpo, já que toda fibra vem com pequenas sementes escuras que precisam ser extraídas.
Quando seca, a fibra é quase inteiramente composta por celulose. Além disso ela contém pequenas porções de proteína, pectina, cera, cinzas, ácidos orgânicos e pigmentos.
Normalmente, a fibra de algodão é fiada em fio compacto. São vários processos para transformar a fibra em tecido:
Descaroçamento: é a separação de fibra e semente, feito na hora da colheita manual ou com máquinas.
Spinning: etapa na qual são feitos os fios de algodão a partir da fibra, com diferentes espessuras.
Tecelagem: um dos processos mais importantes para obter o tecido. Também chamado de tear, dois fios são usados simultaneamente para dar trama e gramatura ao tecido.
Depois da fibra tecida, o algodão passa por diversas outras fases até se transformar no produto final.
Chamuscagem: passagem de chamas pelo tecido para eliminar o excesso de fibras para melhorar a aparência visual e também o toque.
Branqueamento: os tecidos passam por alvejantes para ficarem mais claros e leves, principalmente se as fibras naturais possuem coloração amarelada ou com muita variação.
Mercerização: aplicação a frio de soda cáustica que reage com a celulose do algodão e aumenta a resistência, o brilho, a durabilidade e a flexibilidade do tecido.
Tingimento: mudança da cor do tecido por meio de tratamento com corante.
Acabamento: o tecido passa por vários produtos químicos para ganhar resistência e proteção contra agentes nocivos.
Tingimento manual do tecido de algodão.
Além de ser bastante versátil, o tecido é conhecido pelo conforto proporcionado pela sua forma torcida feita na hora da fiação. É ideal para roupas leves e o mais indicado para o verão e climas tropicais, já que sua capacidade de absorção de umidade é de 8%. Possui uma alta capacidade de absorção e tingimento. Também é bastante resistente, pode ser lavado e passado diversas vezes sem danos.
Pode ser usado no vestuário, tapeçaria, linhas de costura, cama, mesa e banho, entre outros. A fibra de algodão produz também outros tecidos artificiais que contam com uma porcentagem do material na sua composição. Em relação ao comportamento térmico, o material começa a amarelar quando atinge 120° C
e decompõe-se em 160° C.
Além do algodão branco, existe também a fibra que é colorida sem necessidade do tingimento. A técnica é conhecida há mais de 2000 anos, mas vem sendo estudada atualmente no Nordeste do Brasil, mais especificamente na Paraíba. O algodão colorido já foi reconhecido internacionalmente, na Prêt à Porter de Paris, em 2009. A fibra colorida, desenvolvida pelo Embrapa, é obtida através de plantas cultivadas em lavouras livres de produtos químicos, apenas com melhoramento genético.
Principais características do tecido de algodão
- Fácil manuseio, toque suave e confortável;
- Boa solidez e secagem rápida;
- Tem capacidade de rápida absorção;
- Baixa tendência de provocar reações alérgicas;
- Pode ser misturado com outras fibras e ganhar outras características;
- Boa resistência ao uso e lavagens;
- Amarrota com facilidade.
Breve história do algodão
As referências históricas iniciais do algodão vêm de muitos séculos atrás. Em escavações arqueológicas no Paquistão, foram encontrados vestígios de tela e cordão de algodão com mais de 5.000 anos.
Já na América, vestígios foram encontrados no litoral norte do Peru e evidenciam que povos milenares daquela região já manipulavam o algodão, há 4.500 anos.
Com os Incas, o artesanato têxtil atingiu o seu auge, com amostras de tecidos de algodão.
No Brasil, pouco se sabe sobre a pré-história dessa fibra. Pela época do descobrimento do Brasil, os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos.
Você sabe o que é fio penteado?
No sistema penteado o fio passa por um equipamento chamado penteadeira. Este equipamento tem a função de retirar as fibras mais curtas, antes de se formar o fio e impurezas, como cascas, que são provenientes do
algodão e não foram retirados em processos anteriores. Este processo confere um fio de qualidade superior, visto que o fio fica mais limpo, não possui fibras curtas e é mais resistente. Porém devido à retirada de mais fibras no processo, a perda de algodão para a produção do fio é maior, o que eleva o custo de fabricação e conseqüentemente o preço do fio, sendo este o fator principal para o encarecimento do fio penteado.
Fonte:
fashionbubbles.com
Republicado por, (citando fontes):
Luiz Bento Pereira(65)
Representante Comercial no ramo textil em Goiania.Go.
Escritorio - Fone 62-3247-3206
Celular - 62 8463-3665
Postado por Erivaldo Cavalcanti em 4 dezembro 2010 às 5:00
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Uma das fibras naturais mais usadas do mundo, o algodão é uma fibra branca de origem vegetal, gerada ao redor das sementes do algodoeiro. É um dos materiais naturais mais usados na indústria têxtil, em forma de fio compacto ou de tecidos, como a malha e o jeans.
A fibra esbranquiçada e macia cresce em volta das sementes de um vegetal do gênero Gossypium, família Malvaceae. Essa planta é comum em arbustos nativos de regiões tropicais e subtropicais, como África, Ásia e América. Hoje em dia apenas quatro espécies de algodão são produzidos em grande escala.
As fibras são uma pelugem que se origina na superfície das sementes e podem ser extraídas a mão ou com máquinas. A colheita manual garante um produto mais limpo, já que toda fibra vem com pequenas sementes escuras que precisam ser extraídas.
Quando seca, a fibra é quase inteiramente composta por celulose. Além disso ela contém pequenas porções de proteína, pectina, cera, cinzas, ácidos orgânicos e pigmentos.
Normalmente, a fibra de algodão é fiada em fio compacto. São vários processos para transformar a fibra em tecido:
Descaroçamento: é a separação de fibra e semente, feito na hora da colheita manual ou com máquinas.
Spinning: etapa na qual são feitos os fios de algodão a partir da fibra, com diferentes espessuras.
Tecelagem: um dos processos mais importantes para obter o tecido. Também chamado de tear, dois fios são usados simultaneamente para dar trama e gramatura ao tecido.
Depois da fibra tecida, o algodão passa por diversas outras fases até se transformar no produto final.
Chamuscagem: passagem de chamas pelo tecido para eliminar o excesso de fibras para melhorar a aparência visual e também o toque.
Branqueamento: os tecidos passam por alvejantes para ficarem mais claros e leves, principalmente se as fibras naturais possuem coloração amarelada ou com muita variação.
Mercerização: aplicação a frio de soda cáustica que reage com a celulose do algodão e aumenta a resistência, o brilho, a durabilidade e a flexibilidade do tecido.
Tingimento: mudança da cor do tecido por meio de tratamento com corante.
Acabamento: o tecido passa por vários produtos químicos para ganhar resistência e proteção contra agentes nocivos.
Tingimento manual do tecido de algodão.
Além de ser bastante versátil, o tecido é conhecido pelo conforto proporcionado pela sua forma torcida feita na hora da fiação. É ideal para roupas leves e o mais indicado para o verão e climas tropicais, já que sua capacidade de absorção de umidade é de 8%. Possui uma alta capacidade de absorção e tingimento. Também é bastante resistente, pode ser lavado e passado diversas vezes sem danos.
Pode ser usado no vestuário, tapeçaria, linhas de costura, cama, mesa e banho, entre outros. A fibra de algodão produz também outros tecidos artificiais que contam com uma porcentagem do material na sua composição. Em relação ao comportamento térmico, o material começa a amarelar quando atinge 120° C
e decompõe-se em 160° C.
Além do algodão branco, existe também a fibra que é colorida sem necessidade do tingimento. A técnica é conhecida há mais de 2000 anos, mas vem sendo estudada atualmente no Nordeste do Brasil, mais especificamente na Paraíba. O algodão colorido já foi reconhecido internacionalmente, na Prêt à Porter de Paris, em 2009. A fibra colorida, desenvolvida pelo Embrapa, é obtida através de plantas cultivadas em lavouras livres de produtos químicos, apenas com melhoramento genético.
Principais características do tecido de algodão
- Fácil manuseio, toque suave e confortável;
- Boa solidez e secagem rápida;
- Tem capacidade de rápida absorção;
- Baixa tendência de provocar reações alérgicas;
- Pode ser misturado com outras fibras e ganhar outras características;
- Boa resistência ao uso e lavagens;
- Amarrota com facilidade.
Breve história do algodão
As referências históricas iniciais do algodão vêm de muitos séculos atrás. Em escavações arqueológicas no Paquistão, foram encontrados vestígios de tela e cordão de algodão com mais de 5.000 anos.
Já na América, vestígios foram encontrados no litoral norte do Peru e evidenciam que povos milenares daquela região já manipulavam o algodão, há 4.500 anos.
Com os Incas, o artesanato têxtil atingiu o seu auge, com amostras de tecidos de algodão.
No Brasil, pouco se sabe sobre a pré-história dessa fibra. Pela época do descobrimento do Brasil, os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos.
Você sabe o que é fio penteado?
No sistema penteado o fio passa por um equipamento chamado penteadeira. Este equipamento tem a função de retirar as fibras mais curtas, antes de se formar o fio e impurezas, como cascas, que são provenientes do
algodão e não foram retirados em processos anteriores. Este processo confere um fio de qualidade superior, visto que o fio fica mais limpo, não possui fibras curtas e é mais resistente. Porém devido à retirada de mais fibras no processo, a perda de algodão para a produção do fio é maior, o que eleva o custo de fabricação e conseqüentemente o preço do fio, sendo este o fator principal para o encarecimento do fio penteado.
Fonte:
fashionbubbles.com
Republicado por, (citando fontes):
Luiz Bento Pereira(65)
Representante Comercial no ramo textil em Goiania.Go.
Escritorio - Fone 62-3247-3206
Celular - 62 8463-3665
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
ALGODÃO DÔCE




ALGODÃO DOCE
Esta foi uma homenagem ao meu Amigo Antoine Tackla, gerente industrial de uma tecelagem da qual fui Diretor de Vendas e que numa crise profunda no mercado quando discutíamos como escoar quase 10 milhões de metros estocados, ele após uma reunião de duras palavras brincou comigo reservadamente: - "Só se eu começar a produzir na fiação algodão doce".
Peguei o gancho e fiz esse poema e que em minha opinião, está cada vez mais atual por causa da invasão dos sintéticos que nós do ramo têxtil, amantes da fibra natural, chamamos "carinhosamente" de "panos de guarda-chuva" pois são em sua grande maioria impermeáveis e por serem importados da China e/ou da Coréia...
ALGODÃO DOCE
Autor: Luiz Bento – Maio 1983
Doce Algodão do meu coração,
Que me veste, que me envaidece.
Meu peito reveste e à minh’alma aquece.
Doce Algodão do alto verão,
Do Nordeste, do Sudeste de Goias.
Ou do Norte de Minas Gerais
Do Coração do agreste, do Centro Oeste,
Do pleno sertão do meu irmão
Cuja plantação e produção,
Passa pela mão do trabalhador peão.
Algodão no ninho, algodão carinho,
Tanto quanto linho, amassadinho.
Algodão que acaricia fibra macia,
Algodão mercadoria, fibra da alegria,
Que se transforma, que dá forma, que contorna.
Em pluma, enfardado,Prensado, descaroçado,
Vai para o batedor, sem dor,
Nas cardas pardas, fita ou pavio,
Vibra o algodão no cio, em forma de fio,
Como se vida tivesse, como se triste estivesse.
Sensação que estremece, extasiado emudece,
Vendo a máquina que tece.
Rola Algodão do meu sertão,
No braço forte do Peão
Nas frias maçaroqueiras, bobinadeiras.
Atrevidas retorcedeiras, urdideiras, engomadeiras,
Bate, bate, tecelão, operação torção,
Transformação, subdivisão em titulos mais nobres,
Ou mais pobres
Como na sociedade, das classes sociais,
Daqueles que querem mais
Ou daqueles que querem demais.
Bobinadeiras, retorcedeiras, espuladeiras certeiras,
Mulheres rendeiras, fiandeiras matreiras,
Belas e faceiras, feiticeiras,
Ouça, algodão do meu coração,
este samba canção !
Este Hino de amor, esta nota com louvor.
Deste eterno sonhador, aprendiz de Vendedor.
Transforma-te algodão, na experiente mão,
Do humilde tecelão, ou da ex-camponesa,
Em títulos de nobreza, dividendos da riqueza,
A riqueza da nação, do algodão guardião.
Na classificação da produção,
Do nobre artesão, do trabalhador tecelão,
Na firmeza ou na certeza, que dias melhores virão,
Com a fibra do sertão.
Querido algodão, do artesão tecelão,
Da grande cidade, da produtividade,
Com passividade, com exigida qualidade.
Para a exportação,
Ou para o industrial da confecção
Da Bermuda ou do Roupão,Camisa ou camisão, calça ou calção,
Da cueca samba-canção.
Da Bandeira da nossa Nação
Ou do time do coração
Chora algodão do meu coração,
Que te quero, que te espero, sempre moderno.
Tu és eterno, apesar da Importação,
Do Governo trapalhão,
Fibra natural, que vira “tergal”.
Não faz mal.Com elastano, vira outro pano.
No corpo profano, me deixa insano.
Salve algodão, do meu coração,
Do Industrial da tecelagem
Que projeta a sua imagem
No corpo que encanta, que espanta, que canta,
Que amarrota que desbota,
Que torce, retorce, no corpo da sereia.
Presa na teia, da minha mente feia.
Navalhado, branqueado, cozinhado,
Chamuscado, lavado, secado, flanelado ou lixado,
Amassado ou estampado, enrugado,
crepado,mercerizado, calandrado,
amaciado, sanforizado,Julgado,
enrolado, rotulado, embalado.
Salve algodão do meu coração, do meu sertão,
De múltiplas cores, da mamãe Dolores,
Dos listados, bolados, geométricos ousados,
Dos florais, que adornam os lençóis dos casais,
Apaixonados, enamorados
Ou as festas juninas de São João,
Do sertão do tecelão ou do peão.
Salve algodão do meu sertão,
De estilistas prendados, criativos, viajados.
Respeitados, consagrados, idolatrados,
Muito bem remunerados,
Que o leva à mesa de corte, para um recorte,
Para um novo modelo que assente ao pêlo
Doce algodão, do meu coração,
Transformado em pano, pelo tecelão cigano.
E pelo artista insano,
Eis que finalmente, belo, imponente,
Serás novamente,Surrado esfregado e amassado
Serás um trapo arruinado.
Velho abandonado, num canto jogado.
Doce algodão do meu coração,
Sua transformação foi em vão e...
Em breve, amigão, serás pano de chão.
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